O ensaio de flexão é um dos métodos mecânicos fundamentais para determinar o comportamento de materiais quando submetidos a um momento fletor perpendicular ao seu eixo longitudinal. Diferente do ensaio de tração pura, a flexão gera tensões combinadas simultâneas no corpo de prova: tensões de tração na face convexa inferior, compressão na face côncava superior e cisalhamento interlaminar no plano neutro.
Metodologias: Flexão em 3 Pontos vs. 4 Pontos
Dependendo da geometria do componente e da norma técnica de referência (como a ASTM D790 ou ISO 178 para polímeros, e ASTM E290 para aços e juntas soldadas), utilizam-se duas configurações principais:
- Flexão em 3 Pontos: A amostra é apoiada em dois cutelos laterais com vão calibrado (span) e a carga é aplicada exatamente no ponto central. É o método padrão para plásticos rígidos e cerâmicas estruturais.
- Flexão em 4 Pontos: Dois apoios inferiores e dois cutelos superiores aplicam a carga uniformemente. Gera uma região central com momento fletor puro e cisalhamento zero, ideal para compósitos laminados e materiais anisotrópicos.
Principais Propriedades Obtidas no Laudo
O laudo acreditado do ensaio de flexão emitido pelo c2Lab apresenta as curvas instrumentadas de Força versus Deflexão, quantificando:
- Módulo de Elasticidade em Flexão (Módulo Secante/Tangente): Medida direta da rigidez do material sob flexão.
- Resistência Máxima à Flexão (Flexural Strength): Tensão de ruptura na fibra mais externa da amostra.
- Tensão a 5% de Deflexão: Parâmetro normativo para materiais dúcteis que não fraturam dentro dos limites de deformação.
